7 de nov de 2016

Nome social em ambientes educacionais.

Fonte: Google.
Aquele momento que você vai fazer a inscrição para o vestibular de uma das maiores faculdades particulares de Recife e na ficha de inscrição não tem espaço para a utilização do nome social.

Daí, você liga para a faculdade e é transferida pra quem "supostamente" saberia informar melhor, e o cara nem sabe o que é "nome social".

Então, te transferem de novo, dessa vez pro DRE (Departamento de Relações Externas) e a diretora me disse que o "nome social" só pode ser usado para quem já está matriculado, e quem vai fazer o vestibular/inscrição não. OI!?!?!?

Ou seja, para alguém trans entrar na faculdade tem que passar por constrangimentos???? 

Então ela me manda encaminhar um email para a faculdade porque eles não sabem informar sobre isso. 

Depois querem me dizer que faculdades e escolas são espaços abertos para pessoas trans né?

Vocês realmente não sabem por qual razão que existem tão poucas pessoas trans nesses ambientes? São eles mesmos que nos expulsam!

Respeitar nossa identidade, respeitar nosso nome, respeitar nossa IDA AO BANHEIRO (que é negada muitas vezes) isso tudo é muito difícil para um ambiente que de cara nos renega por sermos nós mesmas.

Se entrando numa faculdade que respeita nosso nome e a nossa identidade a gente já iria sofrer chacotas e violências transfobicas, imagina entrar numa faculdade que nem nosso nome respeita?

Excluir pessoas trans e seus direitos não é exclusividade de apenas uma faculdade, esse é o retrato de várias ao redor do Brasil.

A gente quer estudar. É um direito básico, e a gente quer respeito, e isso é questão de DIGNIDADE.

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